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Dia do Orgulho Autista chama atenção para o respeito e a inclusão em todas as fases da vida

Para a mãe atípica Andressa Vieira, a data serve para ampliar a compreensão da sociedade sobre essa realidade

por Ragnara Marchiori

Celebrado em 18 de junho, o Dia do Orgulho Autista é uma data voltada à valorização das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), destacando suas características, potencialidades e o direito de viver com dignidade, respeito e oportunidades em todas as etapas da vida.

Embora o debate sobre o autismo tenha avançado nos últimos anos, ainda é comum que muitas pessoas associem o transtorno apenas à infância. No entanto, crianças autistas crescem, tornam-se adolescentes, adultos e idosos, e continuam precisando de acesso à saúde, educação, trabalho e participação social.

Para a mãe atípica Andressa Vieira, a data serve para ampliar a compreensão da sociedade sobre essa realidade. “Quando falamos em autismo, muitas pessoas ainda pensam apenas em crianças. Mas pessoas autistas crescem, são adolescentes, adultos e idosos que precisam ser vistos, respeitados e incluídos em todas as fases da vida”, afirma.

Segundo ela, o orgulho autista está relacionado ao reconhecimento da individualidade de cada pessoa e à valorização das diferentes formas de aprender, se comunicar e perceber o mundo. “O orgulho autista é reconhecer que cada pessoa tem seu jeito de aprender, de se comunicar e de enxergar o mundo. É valorizar sua capacidade, identidade e contribuição para a sociedade.”

A data também provoca reflexões sobre os desafios que ainda fazem parte da rotina de muitas famílias. O acesso a serviços especializados, a inclusão escolar, as oportunidades no mercado de trabalho e a participação em espaços públicos ainda estão longe de ser uma realidade para todos. “Precisamos construir uma sociedade que realmente acolha as diferenças, que respeite e que tenha muito mais dignidade. A inclusão não é um favor, é um direito”, destaca Andressa.

Ela também relata que a experiência da maternidade trouxe aprendizados diários e uma nova forma de enxergar a vida. “Foi uma criança abençoada que mostra todos os dias que existe o amor mais puro e verdadeiro. Por mais que ele tenha suas limitações, cada dia é possível e, com respeito, conseguimos avançar muito”, finaliza.

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